"A dor persistia. E em cada passo sobre cada nova etapa dessa calçada sempre entapetada por milhares de cacos de vidro, uma nova certeza: a dor de cabeça era aquele lugar. O ar enfarpado, encrostado nas poças de sangue ainda vermelhas e cheirando a morte fresca sobre as cabeças gordas dos grandes babacas que por ali viviam. Grandes babacas, ela repetia, grandes babacas com caras redondas e sorrisos ofegantes. Olhos de vidro, vidro in vitro nos cacos sobre o cinza constante olhando por todos os lados e o sol queimando inexplicavelmente como um grande jorro de ácido só encontrado internamente. Ácido interno e quimicamente irreversível, tudo o que tocava não era ouro, era ácido. Seus pés que queimavam sem deixar rastros reais e sim apenas idéias visuais do que seria um mundo como aquele em que ela ali vivia. A dor persistia."
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9 desejos...:
Quase que poderia ser postado no novo Pé de moça!!!! srsr
Gostei, como gosto de TUDO que vc escreve!
Bjs
Interessante.
Muito intenso seu texto.
Gostei bastante.
É um texto muito visual.
Enquanto vc narra é impossível não formar figuras na mente, imagens difusas sobre o vidro, o sangue, as cabeças.
Algo muito artístico e abstrato...
Adorei! Parabéns.
http://www.caminhandoentrepanos.blogspot.com/
Eh, ta melhorando .
Ultimo texto que eu li, achei que nao ia melhorar.. continua nesse progresso!
Gostei da descrição da dor que vc deu ao personagem do texto. Só faltou um contexto para o leitor que chegou agora.
Abraço
Olá
Amei seu texto! Foi você quem escreveu? Se sim, escreves muito bem! Eu adorei!
Sucesso para você
Bravos, Alice!
Alice ..menina de ouro...cadê o seu livro? Estás madura suficiente para o grande público... Cadê!! beijos querida!
Alice, gostei.
Concordo com a Vi, tá na hora de sair um livro com dor ou sem dor...
Um beijo
Interessante seu blog!
bjs
http://diariodeumafocaemcrise.blogspot.com/
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