11.7.09

porque a gente precisa ouvir denovo, novamente e mais uma vez... parte 9





"Eu estava entendendo que “pedir” eram ainda os últimos restos de um mundo apelável que, mais e mais, se estava tornando remoto. E se eu continuava a querer pedir era para ainda me agarrar aos últimos restos de minha civilização antiga, agarrar-me para não me deixar ser arrastada pelo que agora me reivindicava. E ao quê - num gozo sem esperança - eu já cedia, ah eu já queria ceder - ter experimentado já era o começo de um inferno de querer, querer, querer... A minha vontade de querer era mais forte do que a minha vontade de salvação?"

***


9.7.09

hoje(s)



***

uma casa para desmontar,
menos de um mês para se desfazer de tudo que no fim não é muito.

dois artigos encomendados na minha segunda língua e
longa espera por respostas de todos os cantos do globo me consumindo,
enquanto o futuro próximo continua no absoluto escuro -


a vida nunca pareceu tão... moldável.


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5.7.09

Princes of cool


ANTES DE LER ESSE POST: Dona Doida não fuma e não quer que você fume. Dona Doida (também chamada de Alice Salles) não acha que eles são a melhor coisa da terra. Ela também não quer caras por aí saiam fazendo plásticas. Isso tudo é uma grande e deliciosa brincadeira.... Tenho dito, agora leiam!


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Faz tempo que noto que para o desespero geral da população internacional masculina, certos rapazes aparecem e transformam completamente a idéia do que gerações de mulheres inteiras esperam do sexo oposto. Deve ser duro ser homem! Mas é ainda mais duro ser mulher e ter de conviver com o fato que essas verdadeiras obras primas nunca cairão no seu colo - a não ser que você viva ali no habitat por onde esses filhotes de mal caminho andam... Enfim. Alguns acabam ditando comportamento de outras estrelas que virão depois dele, outros transformam toda a imagem das produções que fazem parte e por consequência mudam o destino de todos que delas participam. Alguns continuam trabalhando muito bem por toda a vida e viram senhores ainda gatos - sim, é verdade! - e outros não tem lá tanta sorte em entender o que a fama significa. Eu que sou praticamente uma ainda-adolescente-em-chamas percebi que esses casos isolados não são tão isolados assim e respondem a uma necessidade temporal. Ó! Como eu sou observadora! Não, não é isso. A questão é simples: alguns desses rapazes, os Princes of Cool como eu gosto de chamar, aparecem quando a necessidade por se fugir de uma realidade talvez um pouco real demais surge. E isso não acontece só com as moças, mas sim com toda uma população, e apesar dessa certeza hoje irei falar apenas da necessidade delas e de suas presas, daqueles que receberam a coroa de príncipe e a promessa de um futuro brilhante dentro de um pacote um tanto surreal: coolness (tirem o dicionário da estante!).


Um verdadeiro Prince of Cool nunca parece estar cansado nem sujo o suficiente para perder sua pose. Princes of Cool ficam doentes e muitas vezes tem cicatrizes horrorosas para mostrar pelo o que passaram, mas nunca perdem o meio sorriso, porque Princes of Cool nunca mostram todos os dentes de uma vez - só para as suas garotas, as Princesses of Cool. Parece que eles também sempre tem um cigarro no canto da boca até porque esquecem dele ali, e o cabelo do Prince of Cool nunca está digamos... limpo! Princes of Cool fazem questão de quebrar a cara do sujeito que está atrás de você e não é com um soco que conseguem tamanha façanha, é sempre com alguma frase bem colocada - até porque ninguém espera que um Prince of Cool vá saber falar direito, mas ele sempre sabe o que, como e quando como ninguém. Ah... Princes of Cool...


Mas vamos ao que interessa, voltando ao tempo:


Quando em 1938 Orson Welles fez milhares de ouvintes entrarem em pânico com sua história de invasão alienígena na Terra, o protótipo do jovem irresponsável e sem nada a perder era criado quase que de imediato e Welles não tardaria a ter sua imagem relacionada a essa feliz ocasião, afinal ele morreu com a fama de - com licença - comedor de alta classe pois haviam poucas meninotas que resistiam ao seu charminho de mentiroso que não se deixava entregar. Ele possuía o verdadeiro poder quase mutante de ser um bom rapaz e um absoluto demente tudo dentro do mesmo pacote. Quem consegue não querer um cara desses? Impossível!


Nascia ali o primeiro e verdadeiro Prince of Cool, Mr. Orson Welles.




Alguns anos depois um brutamontes de coração tenro entrava sem pedir licença num cinema perto de você. Em 1948 Marlon Brando estreava com "A Streetcar Named Desire" na Broadway - que alguns anos depois se transformaria em filme - e a mera menção do seu nome fazia com que mulheres por todo o globo desmaiassem por falta de ar e de Brando. Ele tinha o pacote completo: filho de pais complicados, havia sido expulso do colégio por dirigir uma moto dentro do prédio escolar (!) e sem muitas escolhas saiu por aí a mentir e usar seu charminho para conseguir o que queria, e deu certo! Marlon Brando deu continuidade ao esteriótipo (no bom sentido) do Prince of Cool, carregando a imagem de irresponsável porém benévolo ser de beleza ímpar adiante!




Mais alguns anos se passam, muitos ídolos vêm e vão até que um mocinho de olhar azul como era azul o céu que lhe servia de teto e lar, recém chegado do seu serviço militar como um piloto frustrado (era daltônico o pobre rapaz), logo tomaria o cinema como um ator de sucesso. Foi em Cool Hand Luke de 1967 que seu ar de Prince of Cool apareceu e depois dali nunca mais morreu. Paul Newman era mais do que um pedaço de mal caminho, ele era... casado! E cheio de filhos, para o desespero feminino internacional, mas tudo bem. O que realmente importava é que ele também carregou o cedro e a coroa até que...




Um cara tão jovem quanto enrugado apareceu com uma frase célebre a permear as imaginações sujas de seus espectadores: "The question is, do you feel lucky, punk?" Clint Eastwood apavorava os machões e arrancava suspiros tímidos das raparigas de plantão enquanto os hippies tomavam conta do mundo lá fora. Clint era um Prince of Cool observador, suas sobrancelhas tortas nunca perdiam suas posições originais e sua arma estava sempre presa a cintura esbelta. Esse Prince of Cool nunca parou de surpreender até hoje com os seus 79 anos de idade.




Depois de tanta dureza, o próximo Prince of Coolness precisava ser mais... delicado. Porque não? As mulheres já não aguentavam mais tanto cheiro de pneu queimado no ar e foi dessa necessidade que River Phoenix apareceu como quem aparece das cinzas, literalmente. Filho de dois hippies inconsequentes, River (é, os pais o chamaram de "rio"!) fez sua segunda aparição cinematográfica arrancando olhares cheios de culpa das senhoras que nas poltronas sentavam com suas crianças. No filme Stand By Me o pré-adolescente River já parecia um homem e sua atitude de Prince of Cool já deixava a todos de queixo caído e babador em mãos. O rapaz era tão irresponsável que veio a morrer do jeito que viveu: sem desacelerar. Uma overdose levou nosso Prince of Cool pra longe nos braços do seu irmãozinho Joaquim, que veio a ser ator muitos anos depois.




O próximo Prince of Cool é o meu favorito entro todos os Princes of Cool. É aquele que apareceu nesse blog uma centena de vezes e que não vai parar assim tão facilmente. Essa realeza é de fato um príncipe. Portador de uma índole invejável e de um par de olhos insubstituíveis, Leonardo DiCaprio ficou famoso com tudo o que tem direito quando o mega blockbuster Titanic foi retirado dos fundos do Atlântico. Seu nome e sua carinha estavam em todos os lugares e seu porte de Prince of Cool era tão óbvio quanto seu talento. Ele continua a afundar mulheres em suas lágrimas e pedidos por mais, mais, mais filmes sem perder nunca o cigarro do canto da boca, mas um cara mais novo apareceu - sempre aparece!




E que cara! O mais novo Prince of Cool se chama Robert Pattinson e ele merece esse título não porque está em tudo quanto é lugar por causa do filminho meia boca Twilight (eu não assisti como não pretendo fazê-lo), mas sim porque ele tem aquelas mesmas qualidades que todos os Princes of Cool sempre tiveram: ar de irresponsável, cigarro sempre no canto da boca e olhar (e atitude) de quem não está nem aí para o mundo – muito menos para eles mesmos.


E agora é esperar pra ver quem será o próximo...


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3.7.09



...




pois todos agora perguntam "porque?"...
não entenderam que a pergunta saiu tarde?


...


1.7.09


"A dor persistia. E em cada passo sobre cada nova etapa dessa calçada sempre entapetada por milhares de cacos de vidro, uma nova certeza: a dor de cabeça era aquele lugar. O ar enfarpado, encrostado nas poças de sangue ainda vermelhas e cheirando a morte fresca sobre as cabeças gordas dos grandes babacas que por ali viviam. Grandes babacas, ela repetia, grandes babacas com caras redondas e sorrisos ofegantes. Olhos de vidro, vidro in vitro nos cacos sobre o cinza constante olhando por todos os lados e o sol queimando inexplicavelmente como um grande jorro de ácido só encontrado internamente. Ácido interno e quimicamente irreversível, tudo o que tocava não era ouro, era ácido. Seus pés que queimavam sem deixar rastros reais e sim apenas idéias visuais do que seria um mundo como aquele em que ela ali vivia. A dor persistia."


***


poesia que não é mas que é minha


no --
i have no faith in medicine so bite me,
on my mom's side of the family
everyone is a doctor

on my dad's side
everyone is a poet

maybe I'm the best of two worlds but
I might as well
be the worst.



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27.6.09

Recadinho...


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Olá!

Pela primeira vez na história Dona Doida foi paga para escrever. É, eu sei, até eu acho que é mentira! Enfim, aqui está o link para o meu artigo e se você, caríssimo leitor puder me fazer essa gentileza tão amável, vá até o bendito site e deixe um comentariozinho (está em inglês!) só pra saberem que eu sou pop! Ha!

Muitíssimo obrigada, juro que não peço mais...

Até!


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26.6.09

alice pequenina



Quando era criança e por alguma razão não me sentia bem, uma única pergunta vinha à minha pequena porém pensante cabecinha: se eu estou tão bem quando não sinto nada, porque estou tão mal quando sinto? Ah... é como se a Alice filha do Plácido e da Lucinha nunca tivesse crescido, ela ainda se pergunta as mesmas coisas e não chega a conclusão nenhuma toda vez. Será que ela se pergunta as perguntas certas? Talvez não. Mas, se ela perguntasse as erradas sempre, não estariam as certas todas tomadas por qualquer coisa que não é e portanto não deveriam ficar escondidinhas para que ninguém as encontre? A Alice de ontem pensa que sim, o problema é que ela ainda é atual, sendo ou não respondida, sendo ou não digerida, ainda é furona consigo mesma. Não aguenta o fato de ter que estar na própria pele. Porque então estar? Pergunta a criança, para dizer que está? E que graça tem dizer que está se não é sempre que se pode, e quem disse que alguém pode qualquer coisa em primeiro lugar? Foi alguém que disse? Quem inventou o poder? Alguém que queria sempre estar e que tinha inveja de quem não se importava?


A menina Alice se espanta e volta a pisar com seu pézinho e pensa novamente "porque será que eu sou eu e a minha pele é minha? e se tudo isso é apenas empréstimo que eu não fiz?".


As respostas é que não chegam nunca.




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porque a gente precisa ouvir denovo, novamente e mais uma vez... parte 8





"E pelo mesmo fato de se haver visto ao espelho, sentiu como sua condição era pequena porque um corpo é menor que o pensamento — a ponto de que seria inútil ter mais liberdade: sua condição pequena não a deixaria fazer uso da liberdade. Enquanto a condição do Universo era tão grande que não se chamava de condição."


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25.6.09

All Voices


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Olá minha gente!

Apartir desse dia abolutamente cinza - e lindo, pra falar a verdade - vou manter artigos no site de informação Allvoices.com e deixo aqui o link para o primeiro deles. Espero que gostem...

Clique AQUI para ler o artigo - está em inglês!

Buenas....

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le impossible



Photobucket

"the optimists are incapable of understanding what it means to adore the impossible."

O. Welles

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I know!


23.6.09

num dia desses




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Hoje.

No meio do dia sentia frio.

Frio que era portanto palavra furada, esvaziada e quase translúcida.

Ele não percebia porque percebia outra coisa. Olhar de homem é sempre como num monólogo, precisa expressar-se em um, porque dois já é demais. Ela continuava ali a se debater de frio, a procurar com os olhos, boca e ouvidos qualquer coisa que a esquentasse, palavras porém não funcionariam.

Qualquer manifestação seria, absolutamente doentia. Já sabia disso logo de início, mas aceitara aparecer nesta tão trivial - para ele - ocasião. Agora, ela hesitava. Ele não. Queria tê-la ao seu lado e não sabia bem porque. Gostava do peso do corpo dela logo ali, ao seu lado na arquibancada lotada.

Era dia de jogo importante e mesmo assim ela sentia frio.


Frio por não ver mais do que ele e por não querer mais do que tudo.


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boy's best friend





"My only friends speak no words to me
But they look at me and they don't forget
That a boy's best friend
Is his mother or whatever has become his pet"



Jack White, "A boy's best friend"




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22.6.09

fragmentos do meu diário




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Bah, hoje estou extremamente poética, ou como diria a minha verdadeira eu "estou rimando, o que odeio".

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21.6.09

detalhes inúteis





What do you most dislike about your appearance?

Enormous thighs that are good for running fast, but very difficult to fit in a pair of jeans.

Josh Hartnett

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Isso é coisa que se odeie? ;-)


20.6.09

Sir Ken Robinson



“if you're not prepared to be wrong, you'll never come up with anything original. And by the time they get to be adults kids have lost that capacity."

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Simplesmente tudo o que precisamos ouvir...

19.6.09

mea, mea culpa

"if theres one of these unavoidable laws it's that you just can't take the effect and make it the cause" Jack White - Effect and Cause




quando nós não temos por onde começar, devemos dar largada pelo fim? retornar ao meio pelo pouco que foi apresentado, retomar as rédeas mesmo que todos na charrete estejam cegos, inclusive você? parece que deve ser assim ou não é e se não é, não pode estar, ou pode? certamente alguém estará errado, certamente alguém fará a coisa certa, a coisa apropriada baseando-se naquilo que já foi e que sempre servirá de molde e me diga, porque? porque é tão difícil arrebentar qualquer que seja a corrente tão bem fundamentada que é o "estar certo"? alguém me consultou antes de escrever no caderninho das verdades se isso ou aquilo era também aceito por mim? já te respondo... não. e por isso a humanidade que só me permite o desânimo também me faz indagar aos céus (que é tudo que nos resta): que josta é essa porcaria que deixa a sua própria raça padecer como um grupo de desolados, aterrorizados animais indefesos e raivosos num canto escuro sujo sem água e sem ração?



serei eu?


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cartas que não foram... - série antiga que ressuscito






"15 de maio de 1975


Querido Frank,


Devo escrever-lhe para contar o que tem passado, o que não tem passado, o que tem ficado a padecer sob o morno olhar do sol intimidado pela incrível força da neve que cai lá fora. Meus dias tem sido vazios - como tem sido vazios os sonhos de outrora. Momentos inesperados que nunca haviam de ser, se tudo tivesse sido assim como nós planejamos.

Saudades daquele mar.

Saudades das inteiras noites que passei a esperar por ti, inteiras pois eram durante elas que me sentia enfim inteira, talvez por saber bem o que ouviria de você. Sempre te amei, pelo menos sabia que amava a ideia de ti. A ideia daquilo que, agora sei, nunca vi por inteiro.

Você me pergunta, como andam as caminhadas no território tão extenso como morto desse fim de mundo, pois eu digo, não acontecem. Trancaram-me terrivelmente cedo e nunca mais cederam, pedidos e preces ficam a mornar e os olhares de todos são de terror ao encararem esse fantasma que me tornei pela pequena janela de vidro inquebrável da porta do meu quarto...

Quarto!

Quarto era ali onde aquela espuma batia e fazia da areia colchão sagrado, lua de nós dois.

Por onde andas, por que ombros tem passado tuas mãos?

Pois as minhas apenas conseguem escrever para ti.

Escreva-me, sim? Tudo morre como morre tudo enterrado sob o imenso branco lá fora...



Rose
Whitby Mental Health Centre, Ontario Canada"


18.6.09

quando canso de me fingir de normal,





eu sou assim.


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momentos inesquecíveis (alice sendo melancólica) parte 20

Photobucket

"In America, it's bling bling. But out here it's bling bang. "


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Personagem Danny Archer interpretado pelo Leonardo DiCaprio no filme que mais fez cair lágrimas dos olhos dessa que aqui escreve em sua curta vida. Filme, história, (alguns) atores fantásticos e uma verdade por trás que é de deixar qualquer um com medo de diamantes...

16.6.09

boy genius
























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"Well I'm sorry but I'm not interested in gold mines, oil wells, shipping or real estate. What would I liked to have been? Everything you hate. Cause It can't be love for there is no true love...



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There is a man, a certain man: and for the poor you may be sure that he'll do all he can. Who is this one? Who's favourite son? Just by his action has the traction, magnets on the run. Who likes to smoke, enjoys a joke, and wouldn't get a bit upset if he were really broke. With wealth and fame he's still the same, I'll bet you five you're not alive If you don't know his name..."


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-trechos de "Citizen Kane" do Orson Welles e da música "The Union Forever" baseada no filme escrita por Jack White. Meus dois "boy geniuses" favoritos.

15.6.09

tertúlia de junho



Tema: "Que lugar te faz sentir em casa?"


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Minha resposta:


Lugar nenhum. É por isso que ainda ando a buscar...



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para mais informações sobre as tertúlias virtuais clique AQUI.


13.6.09

porque a gente precisa ouvir denovo, novamente e mais uma vez... parte 7


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"Ter dentro de mim o contrário do que sou é em essência imprescindível: não abro mão de minha luta e de minha indecisão e o fracasso — pois sou um grande fracassado — o fracasso me serve de base para eu existir. Se eu fosse um vencedor? morreria de tédio. "Conseguir" não é o meu forte. Alimento-me do que sobra de mim e é pouco. Sobra porém um certo secreto silêncio."

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12.6.09

a história de qiu ju



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Podem me chamar de esquisita. Louca. Falta-de-feijão-guela-baixo. Não me importo. O que importa mesmo é o filme The Story of Qiu Ju do mais que competente Zhang Iymou. Como muitos dos seus filme, Gong Li interpreta a personagem que dá título ao filme, Qiu Ju, uma moça simples do campo que muito me lembra o pouco tempo que passei em Minas (leia com sotaque), pra lá de Sete Lagoas tendo que andar quilômetros pra chegar no vilarejo mais próximo, a diferença é que a história se passa na China. Não foram só as imagens quase documentais do filme que me impressionaram (já que Iymou usou câmeras escondidas nas ruas para que ninguém percebesse que estavam filmando qualquer coisa), o que me deixou desconsertada foi a inocência dessa moça que fez com que a dona louca que vos fala se calasse diante daquilo que é verdadeiramente humano: o desejo de justiça.

Não justiça perante leis e grandes cortes, justiça perante aquilo que não tem lei nem nome.

Eu não recomendo, eu IMPLORO pra que assistam (sem contar que Gong Li é um show aparte, é boa em qualquer porcariazinha que faz!).

Grata.


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not in time




"I passionately hate the idea of being with it;
I think an artist has always to be out of step with his time."

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O. Welles